sábado, 14 de maio de 2011

-Briga com a mente-

A noite já não é mais a mesma. As perguntas aparecem repentinamente, e nada se pode fazer, pois as respostas parecem não existir, talvez nem as perguntas existam. É bem provável que o peito lamente a falta de alguém, ou que os olhos se fechem para que o outro não veja a lágrima querendo escorrer. Muitas palavras que são escondidas, e já nem se sabe qual é o verdadeiro sentimento. O medo também acompanha essa alma tão boa, que se pergunta sobre os fatos que acontecem e se irrita quando não encontra solução. Na verdade encontra, só não tem coragem de enfrentá-la. Os pássaros ainda cantam, ainda entram entre as flores para seu néctar roubar. As borboletas não andam mais juntas, hoje em dia elas preferem a individualidade. As crianças não brincam de barra manteiga, cirandinha e nem pulam corda. Os meninos não rodam peão e nem soltam pipa. O sino da igreja já não toca mais. E o olhar daquele moço não é tão bom assim.

É, Deus! As coisas já não são mais iguais. O coração está tranquilo, mas a mente anda tão confusa. Já é incerto o sentimento, e o pensamento enlouquece. E as lágrimas escorrem. E o peito dói. E a mão sua. E o coração dispara. E os sonhos viram pesadelos. E o amor continua... É lamentável escolher entre estar e não estar. É horrível decidir entre a vida ou o amor. É impossível se desprender. O fato é: O bem já não faz tão bem, e o sorriso quase não aparece. Que missão assustadora. Mas é aceita.

Tantos motivos para desistir, mas são tantos os sentimentos. Tantos motivos para viver de forma diferente, mas são tantos os sentimentos. Tantos motivos para largar tudo, mas e os sentimentos? Que conversa maluca! Que mente turbinada. Que sentimento indecifrável. E que dúvida cruel. Não é legal sentir o que se sente, e nem pensar o que se pensa. Tudo pode mudar, mas tudo pode continuar assim, por isso é preciso escolher. Mas que escolha fazer? Não é permitido esquecer, mas nem sempre é bom lembrar. E as regras não existem, e a dor vem, e o remédio não cura. O travesseiro está fofo, o coberto quente e a cama vazia. A mente está sendo forçada a sonhar, mas os olhos estão sendo obrigados a chorar. Que fim!

A noite está quase acabando. E o dia não começou. Mas é possível sentir medo, frio e tristeza. Os galhos que balançam. A lua que se esconde e a janela que se fecha sozinha. Que noite estranha. Que cheiro estranho. Que mente idiota. E que palavras tolas... E que mundo cinza...

                    Durma mente incompetente, que mente, desmente e que sente.
Não acorde agora não.
Durma mente poderosa, que enlouquece, entristece e que destrói o coração.
Durma mente inconsolável, que chora, lamenta e pensa demais.
Durma mente pessimista, esqueça os pensamentos e não acorde nunca mais.

By Mingorancia